Antibiótico contra bactéria resistente produzido a partir da microbiota humana.

A resistência bacteriana é um problema mundial e a descoberta de novos antibióticos acaba sendo dificultada pela grande capacidade das bactérias em desenvolver mecanismos de resistência.

Por outro lado, a microbiota humana (bactérias que vivem de maneira harmônica em nosso corpo) é de grande importância para o funcionamento de diferentes órgãos.

O trabalho publicado por Chu e colaboradores na revista Nature Chemical Biology em outubro de 2016, utilizou a bioinformática prever a estrutura molecular de um peptídeo produzido pelas bactérias da microbiota do trato gastrointestinal.

Feito isso, realizou a síntese química do peptídeo “desenhado” no computador e chamado pelos pesquisadores de humimycina (em referencia a: micina do mibrobioma humano).

Quando testado contra bactérias resistentes o peptídeo potencializou de maneira bastante intensa a atividade de antibióticos que já não eram mais ativos, especialmente aqueles contra a bactéria Staphilus aureus resistente a meticilina.

Dentro os motivos para alegria temos a maneira como este antibiótico foi produzido, a possibilidade de conhecimento de peptídeos bacterianos com atividade bactericida contra outras bactérias dá a possibilidade de lutarmos com novas armas contra bactérias patogênicas. Além disso, a síntese química sem a necessidade de cultura bacteriana aumenta o poder de produção em escala com um menor custo.

Por outro lado, há motivos para cautela. Uma vez que a Humimycina potencializou os efeitos de antibacterianos já existentes, quando chegar ao mercado seu uso deveria ficar restrito aqueles casos de emergência e real necessidade de combate a bactérias resistências. Uma vez que seu uso possivelmente provocará a morte de bactérias da microbiota normal causando, por exemplo, a disbiose.

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